Jurançon: variedades de uvas distintas e condições geológicas únicas
Chris Howard começa o artigo comentando sobre o “poder sedutor” dessa região dos Pirineus, com seus brancos secos cheios de energia. O Jurançon é tradicionalmente conhecido pelos brancos doces. Segundo o artigo, a denominação para o estilo Moelleux (doce) foi classificada em 1936, enquanto o vinho seco (Jurançon Sec) foi reconhecido somente em 1975. As principais uvas cultivadas são: Petit Manseng e Gros Manseng, além da Courbu, entre outras.
Para concluir, ele declara que “os que amam a tensão do Chenin Blanc do Loire ou a estrutura dos vinhos secos da Alsácia, o Jurançon Sec oferece uma alternativa irresistível: diferenciado, longevo e acessível“. Dentre os seis vinhos de Jurançon Sec sugeridos por ele está o Clos Lapeyre Jurançon Sec Mantoulan 2024, com 94 pontos, que não está disponível no Brasil.
A seguir, duas sugestões de vinho do Clos Lapeyre. Até meados de outubro vamos receber mais um Jurançon Sec desse produtor. O Lapeyre Vitatge Vielh Jurançon Sec é uma cuvée especial produzida com uvas de vinhedos muito antigos.

• Lapeyre Jurançon Sec 2023 – produzido com Gros Manseng, é vibrante, frutado, com muito frescor e notas minerais. Final agradável e persistente. Ideal para acompanhar mariscos e peixes em preparações temperadas (curry, açafrão), pratos da cozinha asiática, além de queijos frescos de cabra ou de ovelha e itens da charcutaria.
• Lapeyre La Magendia Jurançon Moelleux 2020 – 375 ml – La Magendia vem da palavra “mage” em occitano, que significa “melhor”. No caso, selecionar as melhores uvas (passificadas) em sucessivas triagens. O resultado é um vinho rico em aromas, com especiarias, mel, frutas brancas em compota e baunilha. Na boca é suave, com bom equilíbrio entre a doçura, o frescor e a mineralidade. Um vinho que esbanja elegância. Ideal para acompanhar foie gras e queijos azuis como o Roquefort.

Jean-Bernard Larrieu: cultura orgânica e práticas biodinâmicas na produção
Sobre o Clos Lapeyre
Jean-Bernard Larrieu criou o Clos Lapeyre em 1985 no Jurançon, aos pés dos Pirineus. São 18 ha de vinhedos de cultivo orgânico, certificados desde 2005, com práticas biodinâmicas adotadas desde 2013. Seus brancos, secos e doces, elaborados com uvas locais e produzidos com intervenções mínimas, se posicionam entre os grandes rótulos franceses. Segundo o guia da Revue du Vin de France 2026, no qual tem uma estrela, trata-se de um domaine de referência no Jurançon, com vinhos profundos e potentes. O Clos Lapeyre tem três estrelas no guia Hugh Johnson 2026.





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