A equipe da Rippon celebra a colheita
Um dos entrevistados da matéria sobre o intercâmbio entre Borgonha e Central Otago, escrita por Kathleen Willcox, foi Nick Mills, proprietário da Rippon, em Central Otago. Mills, que passou anos estudando e trabalhando na Borgonha, foi um dos primeiros a incentivar essa troca, que Willcox chamou de “co-fermentação de culturas na viticultura”.
Como relatado no artigo, a França, mais especificamente a Borgonha, produz alguns dos vinhos mais procurados do mundo há dois milênios (Pinot Noir e Chardonnay) “e os monges cistercienses criaram e refinaram o conceito de terroir”. Por outro lado, a Nova Zelândia é o mais jovem produtor significativo de vinhos do mundo, onde os viticultores “são aclamados por modernizar o conceito de terroir, incluindo alguns valores maoris que unem sustentabilidade e uma profunda conexão humana com o lugar”.
O primeiro intercâmbio oficial (Central Otago Burgundy Exchange – COBEX) aconteceu em 2007, com uma associação de produtores de ambas as regiões coordenando a logística. Desde então, mais de 100 estagiários fizeram intercâmbio até hoje.

Vinhedos da Rippon, em Central Otago
“Central Otago é tão livre e jovem em comparação à Borgonha… os estagiários que vêm aqui para vivenciá-la voltam para casa com um novo senso de abertura”, relatou Mills. A região é famosa pelo Pinot Noir de grande elegância e tipicidade, e a Rippon é reconhecida pela excelência de seus vinhos biodinâmicos. Conheça alguns deles:

• Rippon Pinot Noir 2020 – um vinho adorável, redondo, de médio corpo, textura sedosa, com taninos muito finos e final longo. 95 pontos da Decanter e 93+ pontos de R. Parker

• Rippon Emma’s Block Pinot Noir 2020 – o nome deste vinho presta homenagem à tataravó da atual geração da família Mills, por meio de quem o nome entrou para a família. Um vinho delicioso, que esbanja elegância.

• Rippon Tinker’s Field Pinot Noir 2020 – este vinho presta homenagem a Rolfe Mills (Tink, para os amigos), o visionário fundador da Rippon. Com grande tipicidade, é um vinho intenso e elegante. Eleito o melhor vinho da Nova Zelândia no “Top 100 Wines of New Zealand 2023”, por James Suckling/97 pontos da Decanter.
Nota: há outras safras mais antigas disponíveis de todos esses vinhos.





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